A história da escrita

Já disponível no país, em lançamento da Companhia das Letras, “O Mundo da Escrita”, do professor de Literatura da Universidade de Harvard, crítico e filósofo Martin Puchner. Na obra, o autor se propõe a contar a história da escrita – da Epopeia de Gilgamesh, passando pelos gregos, árabes e maias chegando a Hogawarts, o castelo de Harry Potter – e de como ela inspirou o surgimento e a decadência de impérios e nações, “o desabrochar de ideias políticas e filosóficas e o nascimento de crenças religiosas”.  

Segundo a escritora Margaret Atwood, uma “leitura indispensável para entender por que lemos”.

Linha do tempo de autoria de Puchner, publicada pelo Estadão.

2100 a.C.

Atual Iraque

Primeiras histórias de Gilgamesh, em escrita cuneiforme

1000 a.C.

Jerusalém

Registros da Bíblia Hebraica

800 a.C.

Grécia

Homero, em alfabeto grego

Século 5 a.C.

Índia, China e Grécia

Buda, Confúcio e Sócrates

30

Israel

Jesus vive e ensina

868

China

Sutra do Diamante, a mais antiga obra impressa existente

1000

Japão

Sra. Murasaki escreve ‘Romance de Genji’, o primeiro romance

1550

México

O Popol Vuh, mito fundador dos Maias, em alfabeto latino

1827

Alemanha

Goethe e a literatura universal

1960

Guiné

‘Epopeia de Sundiata’, mito fundador da África Ocidental, ganha versão escrita.

A França de hoje e os livros

Em matéria publicada pelo Estadão, o jornalista Gilles Lapouge comenta o crescimento exponencial de lançamentos e a qualidade “angustiante” dos livros escritos pelos franceses atualmente. Segundo ele, em 1990, foram publicados na França 32 mil novos títulos. Em 2000, 59 mil; em 2010, 79,3 mil e de 2010 em diante, mais de 120 mil títulos. A qualidade do que se publica, no entanto, pode ser balizada pela taxa de rejeição de manuscritos pela mais consagrada editora do país, a Gallimard. Na Gallimard, segundo Lapouge, apenas um manuscrito em cada cem é publicado. O mercado, ainda conforme sua análise, segue aquecido pela indulgência dos editores com os autores, pela enxurrada de prêmios literários concedidos diariamente no país e pelo reinado dos best-sellers, que, se aplicadas as técnicas adequadas, facilmente alcançam vendas de 500 mil ou 1 milhão de exemplares vendidos. Matéria completa, para assinantes, no link https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,quantos-livros-por-ano-na-franca,70002880459.

Celebrando Trevisan e Macedo

Tempo de comemorar o nascimento de dois nomes altamente representativos da literatura brasileira, separados por mais de um século de história: o do escritor, jornalista, dramaturgo, tradutor e cineasta João Silvério Trevisan, que completa hoje 75 anos, e o do escritor, médico e político Joaquim Manuel de Macedo, autor de um dos marcos do Romantismo no Brasil, o livro “A Moreninha”, que completaria amanhã 199 anos.

Capanema, do interior de Minas ao centro do poder

Na boa onda de lançamentos de biografias, mais um ilustre personagem brasileiro tem sua vida registrada em um livro, segundo as resenhas, de alta qualidade. Dessa vez é Gustavo Capanema (1900-1985), o polêmico defensor da Revolução de 30, interventor do Estado de Minas Gerais e ministro da Educação e da Saúde no Estado Novo de Getúlio. Entre outras controvérsias envolvendo o político, Capanema é “acusado” de cooptar intelectuais como seu chefe de gabinete, o poeta Carlos Drummond de Andrade e o pintor Cândido Portinari para o regime Vargas. Nascido em Pitangui (MG), formou-se em Direito em 1924, em Belo Horizonte, e foi o mais longevo ministro da Educação da história do país, de 1934 a 1945. “Capanema” é o livro de estreia do historiador Fabio Silvestre Cardoso e saiu pela Editora Record.