Livro de Eliane Brum disputa prêmio literário nos EUA

Autora de “Coluna Prestes – O Avesso da Lenda” (1994), “O Olho da Rua” (2008), “A Menina Quebrada” (2013) e “Meus Desacontecimentos – A História da Minha Vida com as Palavras” (2014) e ainda do romance “Uma Duas” (2014), Eliane Brum acaba de estrear na lista de um dos mais prestigiados prêmios literários dos EUA, o National Book Award. A autora entrou para o top ten da premiação deste ano como “The Collector of Leftover Souls”, uma seleção de crônicas e reportagens escritas entre 1999 e 2015 publicada também no Reino Unido.

Um outro título da autora, em português, “Brasil, Construtor de Ruínas”, está chegando hoje, 21/10, às prateleiras, em edição da Arquipélago. Segundo a editora, o livro “narra as transformações de um país que acreditava ter finalmente chegado ao futuro, mas descobriu-se atolado no passado. Partindo das reportagens e artigos de opinião escritos nos últimos anos, especialmente para sua coluna no jornal El País, ela documenta não só as mudanças objetivas, mas também as subjetivas, às vezes mais determinantes…”.

Elis na memória

Quase 40 anos depois de sua morte, a vida de uma das mais célebres cantoras do país, ganha um novo e significativo olhar. João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina e do compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, com 11 anos à época da perda da mãe, está lançando “Elis e eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe”.

Em entrevista ao Estadão, João fala das suas motivações para publicar suas memórias: “Em primeiro lugar, por causa dos meus dois filhos. Eu queria deixar esses anos registrados para que soubessem como eu vivi essa história. E, depois, não há um só dia em que eu não ouça algo sobre minha mãe. Queria contar para essas pessoas o que vi.”

Vinicius faz 106 anos

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Poema do também dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor Vinicius de Moraes, que faria 106 anos hoje, 19/10.

Lançamentos de Patti Smith em pré-venda

Já está em pré-venda, com lançamento no Brasil previsto para o próximo dia 28, o terceiro livro de memórias da roqueira Patti Smith, de 72 anos. Depois do elogiado “Só Garotos”, sobre sua vida e sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe na Nova York dos anos 60, e “M Train”, Smith lança agora “O Ano do Macaco”. O livro, segundo matéria do The New York Times, é “uma viagem picaresca” pelos sonhos e pela vida da autora na véspera de seus 70 anos e no meio de uma travessia pelos EUA fazendo shows.

Antes ainda do lançamento de “O Ano do Macaco”, chega às prateleiras “Devoção”. Também em pré-venda, “Devoção”, conforme a editora, é um livro “breve e delicado” onde Patti Smith oferece ao leitor “um relato íntimo de seu processo criativo – e uma reflexão poderosa sobre os mecanismos da escrita”.

Booker Prize 2019 vai para Atwood e Evaristo

Depois do Nobel de 2018, anunciado recentemente para a escritora polonesa Olga Tokarczuk, duas outras mulheres levaram um dos principais prêmios literários do mundo, o Booker Prize. Em rara decisão da Fundação responsável pelo prêmio, foram escolhidas duas vencedoras: a canadense Margaret Atwood, por “The Testaments” e a britânica Bernardine Evaristo, por “Girl, Woman, Other”. Em outro fato inédito, Evaristo é a primeira mulher negra a ser eleita na história da premiação, criada em 1968.