Os essenciais de novembro

A cada última edição do mês, a equipe do Aliás, caderno dominical do Estadão, seleciona 10 “títulos essenciais”, lançados recentemente, para incluir na estante. Confira a lista de novembro e resumo da apresentação do Aliás:

“Percurso em Prosa”, Fernando Pessoa –  Nova Fronteira

Box com dois volumes. O primeiro com crônicas, ensaios, cartas e rascunhos de projetos do autor. O segundo, um passeio por Lisboa, tendo Pessoa como guia turístico. Edição bilíngue e ilustrada.

“Mitologias Arquetípicas”, Gustavo Barcellos – Vozes

Aborda a psicologia arquetípica seguindo o analista pós-junguiano James Hillman, ou seja, enxergando psicologia na mitologia e resgatando o sentido estético da beleza.  

“Na Terra do Cervo Branco”, Chen Zhongshi – Estação Liberdade

Romance e panorama histórico das transformações da China e das revoluções pessoais que culminam no atual conflito pelo fim do poder autoritário.  

-“Lojas de Canela”, Bruno Schulz – 34

Livro de estreia do escritor polonês Bruno Schulz (1892-1942), reúne cinco contos do autor, admirado por Philip Roth e John Upidke.    

“O Jovem Törless”, Robert Musil – Nova Fronteira

Livro de estreia de Musil, publicado em 1906, onde já se esboça a crítica frequente do autor a um sistema que desumaniza e sujeita o indivíduo à crueldade da massa

“O Irlandês”, Charles Brandt – Seoman

Fonte do novo filme de Martin Scorsese, conta a sórdida história de um veterano de guerra e caminhoneiro que também é um matador de aluguel.  

“A Idade de Ouro do Brasil”, João Silvério Trevisan Alfaguara

Em seu mais recente romance, sem deixar a temática homossexual que marcou sua carreira, Trevisan pinta um retrato cômico de uma nação que invoca o abismo.

“Os Testamentos”, Margaret Atwood – Rocco

Continuação e atualização dos temas tratados em “O Conto da Aia”, lançado originalmente há 15 anos. Vencedor do Booker Prize deste ano. 

-“Longa Pétala de Mar”, Isabel Allende – Bertrand Brasil

Narra a saga de um médico e uma pianista exilados de Barcelona durante a Guerra Civil Espanhola. Eles recomeçam a vida no Chile, mas suas convicções políticas os tornam alvos novamente quando um golpe militar leva Augusto Pinochet ao poder.

-“Viver é Tomar Partido”, Anita Leocádia – Boitempo

Após publicar biografias do pai (2015), Luiz Carlos Prestes, e de sua mãe (2017), Olga Benário, Anita, reúne suas próprias memórias em , livro autobiográfico que traça um retrato particular permeado pelo autoritarismo do século 20.

Homenageado Flip 2020

Detalhe do cartaz de divulgação da Flip 2019

Com transmissão ao vivo, a partir das 19h de amanhã (25), pelo Facebook da Flip e do Itaú Cultural, será revelado o homenageado da 18ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. O maior evento literário do país está previsto para o período entre 29 de julho e 2 de agosto do ano que vem. O primeiro homanageado, em 2003, foi Vinicius de Moraes. Seguiram-se Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Giberto Freyre, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Millôr Fernandes, Mário de Andrade, Ana Cristina Cesar, Lima Barreto, Hilda Hilst e, neste ano de 2019, Euclides da Cunha.

Sob o signo do retrocesso

Imagem: giphy.com

Em matéria assinada por Douglas Eralldo, o blog listasliterarias.com enumerou 10 autores, vítimas recentes da “vexatória prática da censura, deslavada, descarada ou dissimulada” no país. Não bastassem esses casos, ainda ficaram de fora episódios igualmente escabrosos como o da ordem de apreensão da HQ “Vingadores, a Cruzada das Crianças”, à venda na Bienal do Livro do Rio, dada pela prefeitura municipal, em setembro passado, em função de um beijo gay retratado na história.

1 – Luísa Geisler: A escritora gaúcha, indicada pela Granta como uma das principais autoras jovens do país, foi desconvidada pelo município gaúcho de Nova Hartz a participar de sua feira do livro por considerar “inadequada” a linguagem utilizada pela autora;

2 – Luiz Puntel: Nem mesmo antigos clássicos da coleção Vaga-Lume, lembra o blog, estão a salvo. Em 2018, grupos de pais do Colégio Santo Agostinho desencadearam campanha de censura ao livro “Meninos Sem Pátria” usando da velha e batida denúncia de “apologia comunista”;

-Miriam Leitão: também desconvidada pela Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, da participação na edição deste ano, segundo noticiou-se na época, em função das críticas da jornalista e escritora ao Governo Bolsonaro;

-Sérgio Abranches: O desconvite à Miriam Leitão foi extensivo ao marido, sociólogo e cientista político;

-Ignácio de Loyola Brandão: Desconvidado, junto a outros autores, da Feira do Livro de Brasília, sob o pretexto da “falta de recursos”;

-Chico Alencar: Escola particular, de Brasília, retirou de sua biblioteca o livro infantil “A Semente de Nicolau”, assinado pelo deputado federal do Psol;

-George Furlan: Depois de financiado por um Fundo Municipal de Cultura de São José dos Campos, o livro foi recolhido por “extrapolar as regras da legalidade” depois de constatarem que a obra tinha críticas a Bolsonaro;

-Geraldo Carneiro: Censurado na ditadura militar, o membro da ABL teve texto seu para uma peça de teatro censurado pelo Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro;

-Ricardo Lísias:  Teve proibida a leitura de “O Céu dos Suicidas” em uma aula do terceiro ano do ensino médio em uma escola do Sesi-SP;

-Ana Maria Machado: Teve de lidar, no ano passado, com os tribunais das redes sociais e os ataques ao seu livro de 1983, “O Menino que Espiava para Dentro”, “por se tratar de apologia ao suicídio infantil”. 

Audiolivros em alta

Com pouco mais de dois meses de operação no país, a sueca Storytel já disponibiliza um vasto catálogo de audiolivros em português, de biografias a ensaios, de autoajuda a clássicos da literatura mundial e nacional. Entre os destaques que acabam de ser disponibilizados está “A Senhora da Magia”, primeiro volume da saga “As Brumas de Avalon”, fenômeno mundial de vendas na década de 80, passado na lendária corte do Rei Arthur.

Sediada em Estocolmo, a Storytel foi fundada em 2005 e estreou no mercado brasileiro em setembro deste ano. Já é um dos maiores serviços de assinatura de audiolivros do mundo, dando acesso a mais de 200 mil títulos em escala global. Na estreia do serviço no Brasil, o campeão de audiência foi “O Assassinato no Expresso Oriente”, de Agatha Christie.

Os mais vendidos da Record

Confira os 20 títulos do grupo Record, uma das maiores casas editoriais do país, vendidos em livrarias. Com o predomínio dos ditos livros de “crescimento pessoal”, a lista é dominada por títulos do guru da autoajuda, o americano Hal Elrod, e de obras como a do jornalista e escritor anglo-americano Max Gunther, com “conselhos dos banqueiros suíços para orientar seus investimentos”.

“O Milagre da Manhã”, Hal Elrod

“Amor sob Encomenda”, Carina Rissi

“Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, Stephen R Covey

“O Poder do Subconsciente”, Joseph Murphy

“Pense & Enriqueça”, Napoleon Hill

“A Corrente”, Adrian McKinty

“O Milagre da Manhã: Diário”, Hal Elrod

“O Milagre da Manhã para se Tornar um Milionário”, Hal Elrod, David Osborn, Honorée Corder

“Antifrágil”, Nassim Nicholas Taleb

“A Paciente Silenciosa”, Alex Michaelides

“Os Axiomas de Zurique”, Max Gunther

“As Sete Leis Espirituais do Sucesso”, Deepak Chopra

“Aprendizados”, Gisele Bündchen

“Você Pode Curar sua Vida”, Louise L. Hay

“Poder sem Limites”, Tony Robbins

“O Sol é Para Todos”, Harper Lee

“Quem Mexeu no Meu Queijo?”, Spencer Johnson

“A Equação do Milagre”, Hal Elrod

“O Cavaleiro Preso na Armadura”, Robert Fisher

“O Mínimo que Você Precisa Saber para não ser um Idiota”, Olavo de Carvalho