Um romance musical

A dica vem do Caderno2, do Estadão, que em edição recente entrevistou o escritor, considerado um dos principais nomes da nova ficção americana, Paul Beatty, autor de “Slumberland – A Batida Perfeita” e vencedor do Man Booker Prize e do National Book Critic Circle Award. O livro, lançado originalmente em 2011, foi publicado pela primeira vez em português no ano passado pela Todavia, com tradução de Rogerio Galindo.

Um livro sobre amor, sexo e raça, que tem como protagonista Ferguson Sowell, um músico que acabou de compor a batida perfeita. Especialista em trilhas sonoras para o cinema pornô, ele finalmente chegou ao que chama de sua Mona Lisa: uma batida que resume a própria existência humana. “Mas ainda falta algo para que ele atinja os píncaros da imortalidade artística: uma colaboração do jazzista Charles Stone, que desapareceu na Alemanha nos anos 1960. Sua única pista o leva a Berlim e ao bar Slumberland”, assinala nota de apresentação da editora.

Samba para ler

Dez títulos garimpados em pesquisa na internet, que têm o samba nas veias.

“As Bambas do Samba: Mulher e Poder na Roda”, Marilda Santanna (Org.) – Edufba

“Noel Rosa: Uma Biografia”, João Máximo e Carlos Didier – UnB

“Dicionário da História Social do Samba”, Nei Lopes e Antonio Simas – Civilização Brasileira

“Dona Ivone Lara: A Primeira Dama do Samba”, Lucas Nobile – Sonora

“Cartola – Os Tempos Idos”, Marilia Barboza da Oliveira Filho e Arthur de Silva – Gryphus

“Uma História do Samba – As Origens”, Lira Neto – Companhia das Letras

“Samba – O Dono do Corpo”, Muniz Sodré – Mauad

“No Tempo de Noel Rosa – O Nascimento do Samba e a Era de Ouro da Música Brasileira”, Almirante – Sonora

“Sambeabá – O Samba que não se Aprende na Escola”, Nei Lopes – Casa da Palavra

“No Princípio era a Roda – Um Estudo sobre Samba, Partido-Alto e outros Pagodes”, Roberto M. Moura – Rocco Digital

Saúde sempre

Para brindar em vários idiomas, conforme o livro “A Miscelânea da Boa Mesa de Schott”, de Ben Schott, em edição de 2006, da Intrínseca.

-Africandêr – Gesondhedi!

-Albanês – Gëzuar!

-Alemão – Prost!

-Catalão – Salut!

-Chinês – Ganbei!

-Espanhol – Salud!

-Esperanto – Je via sano!

-Francês – A votre santé!

-Grego – Ebiba!

-Holandês – Proost!

-Japonês – Kampai!

-Latim – Bibite!

-Russo – Na zdorovye!

-Servo-croata – Ziveli!

-Taiwanês – Hotala!

75 anos sem Mário

Abaixo, poema de Mário de Andrade para celebrar os 75 anos da morte do escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista e ensaísta brasileiro. Força-motriz da Semana de Arte Moderna, Mário foi autor de clássicos como “Paulicéia Desvairada” (1922), “Amar,Verbo Intransitivo” (1927) e “Macunaíma” (1928). Acima, depoimento do crítico Antonio Candido (1918-2017) sobre o escritor, morto em sua residência em São Paulo em função de um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos.

A Serra do Rola-Moça

A Serra do Rola-Moça

Não tinha esse nome não…

Eles eram do outro lado,

Vieram na vila casar.

E atravessaram a serra,

O noivo com a noiva dele

Cada qual no seu cavalo.

Antes que chegasse a noite

Se lembraram de voltar.

Disseram adeus para todos

E se puseram de novo

Pelos atalhos da serra

Cada qual no seu cavalo.

Os dois estavam felizes,

Na altura tudo era paz.

Pelos caminhos estreitos

Ele na frente, ela atrás.

E riam. Como eles riam!

Riam até sem razão.

A Serra do Rola-Moça

Não tinha esse nome não.

As tribos rubras da tarde

Rapidamente fugiam

E apressadas se escondiam

Lá embaixo nos socavões,

Temendo a noite que vinha.

Porém os dois continuavam

Cada qual no seu cavalo,

E riam. Como eles riam!

E os risos também casavam

Com as risadas dos cascalhos,

Que pulando levianinhos

Da vereda se soltavam,

Buscando o despenhadeiro.

Ali, Fortuna inviolável!

O casco pisara em falso.

Dão noiva e cavalo um salto

Precipitados no abismo.

Nem o baque se escutou.

Fez um silêncio de morte,

Na altura tudo era paz…

Chicoteado o seu cavalo,

No vão do despenhadeiro

O noivo se despenhou.

E a Serra do Rola-Moça

Rola-Moça se chamou.

Grandes influenciadores recomendam

A Estante Virtual, maior plataforma do país na venda eletrônica de livros usados, traz uma lista de recomendações de leitura de algumas das maiores celebridades mundiais das áreas da Política, dos Negócios e do Entretenimento. Confira:

BARACK OBAMA

“Pessoas Normais”, Sally Rooney – Companhia das Letras

“Wolf Hall”, Hilary Mantel – Record

“Homens sem Mulheres”, Haruki Murakami – Alfaguara

“O Reformatório Nickel”, Colson Whithehead – HarperCollins

“Lab Girl, a Jornada de uma Cientista entre Plantas e Paixões”, Hope Jahren – HarperCollins

BILL GATES

“Um Casamento Americano”, Tayari Jones – Arqueiro

“Por Que Nós Dormimos – A Nova Ciência do Sono e do Sonho”, Matthew Walker – Intrínseca

“Um Cavalheiro em Moscou”, Amor Towles – Intrínseca

“Reviravolta – Como Indivíduos e Nações Bem-sucedidas se Recuperam de Crises”, Jared Diamond – Record

“O Futuro do Capitalismo”, Paul Collier – LP&M

MARK ZUCKERBERG

“A Estrutura das Revoluções Científicas”, Thomas S. Kuhn – Perspectiva

“Criativade S.A”, Ed Catmull – Rocco

“O Fim do Poder”, Moisés Naim – Leya

“O Problema dos Três Corpos”, Cixin Liu – Suma

“A Nova Segregação – Racismo e Encarceramento em Massa”, Michelle Alexander – Boitempo

OPRAH WINFREY

“Um Novo Mundo – O Despertar de Uma Nova Consciência”, Eckhart Tolle – Sextante

“A Leste do Éden”, John Steinbeck – Record

“A Noite”, Elie Wiesel – Ediouro

“O Mundo Conhecido”, Edward P. Jones – José Olympio

“A História de Edgar Sawtelle”, David Wroblewski – Intrínseca

REESE WITHERSPOON

“Um Lugar Bem Longe Daqui”, Delia Owens – Intrínseca

“Pequenos Incêndios por Toda Parte”, Celeste Ng – Intrínseca

“Livre – A Jornada de uma Mulher em Busca do Recomeço”, Cheryl Strayed – Objetiva

“Pequenas Grandes Mentiras”, Liane Moriarty – Intrínseca -“Daisy Jones & The Six”, Taylor Jenkins Reid – Paralela

“Daisy Jones & The Six”, Taylor Jenkins Reid – Paralela