Sobre Machado

No próximo dia 29 completam-se 112 anos do falecimento, se não do mais amado, do mais comentado autor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis. E é um desses aspectos, os comentários feitos por outros escritores, que o professor titular de Teoria Literária da Unicamp, Alcir Pécora, aborda em extenso artigo sobre os elementos que moldaram as diferentes visões sobre o autor de “Dom Casmurro” (https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/09/origem-social-raca-e-repudio-modernista-moldaram-visoes-sobre-machado.shtml – para assinantes). Na base da análise está o livro lançado em 2018 pela Imprensa Oficial “Escritor por Escritor: Machado de Assis Segundo Seus Pares”, uma antologia de textos de autores brasileiros que escreveram sobre Machado a partir do ano de sua morte em 1908 até 100 anos depois. Machado, como lembra o texto, teve sua vida e obra cercada por acalorados debates envolvendo de questões raciais relativas a sua ascensão social como negro em uma sociedade escravocrata, a traição ou não de Capitu e a incompreensão dos modernistas sobre seu valor literário.

A pandemia no Brasil sob o olhar do ex-ministro

Com lançamento oficial previsto para o próximo dia 25 pela Objetiva, já está em pré-venda “Um Paciente Chamado Brasil: Os Bastidores da Luta Contra o Coronavírus”. Assinado pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o livro aborda a saga do titular da pasta confrontado com a pandemia da Covid-19 em um cenário político totalmente conturbado e adverso, que resultou em sua saída do Ministério cerca de 100 dias após a posse. Segundo a editora, “um livro para todos que queiram saber mais sobre os meandros da atual política brasileira”.

IMS premia ensaios inéditos

Já estão abertas as inscrições para o Terceiro Concurso de Ensaísmo serrote, promovido pela revista de ensaios do Instituto Moreira Salles (IMS). O prazo final para inscrever textos na premiação é o dia primeiro de setembro próximo. Serão selecionados três ensaios inéditos de autores inéditos em livro ou que tenham, no máximo, uma obra publicada. Os ensaios serão publicados na edição da serrote de novembro e os três primeiros colocados receberão, respectivamente, R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 4 mil. Regulamento completo e outras informações pelo link https://www.revistaserrote.com.br/concurso/.

Manual antirracista lidera vendas no país

Desde 25 de maio, quando um ex-segurança negro foi morto por um policial branco em Minneapolis, nos EUA, uma onda de protestos foi deflagrada em escala global e o tema racismo dominou os debates. Nesse cenário, livros sobre o assunto ganharam destaque no mercado editorial e um deles em especial, “Pequeno Manual Antirracista”, da filósofa e ativista Djamila Ribeiro, vem se destacando. Segundo o site Publishnews, nas últimas semanas o livro vem numa franca escalada de vendas no país. Já é o primeiro lugar no ranking de não-ficção e quinto lugar em vendas gerais. Segundo a editora Companhia das Letras, “Pequeno Manual…” reúne 11 capítulos curtos e contundentes onde a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas.

Crítica literária perde mais um nome consagrado

Steiner em imagem da revistacaliban.net

Depois de Harold Bloom, morto em outubro do ano passado, o mundo perde outro dos seus mais importantes críticos literários. Também professor, poeta e ensaista reconhecido, George Steiner morreu, aos 90 anos, no último dia 3, em Cambridge, no Reino Unido. Com mais de 20 títulos sobre assuntos diversos publicados, Steiner foi autor, entre outros, de “Tolstói ou Dostoiévski?”, “Nenhuma Paixão Desperdiçada”, “Lições dos Mestres” e “Aqueles que Queimam Livros”.